sábado, 13 de agosto de 2011
COMO MUDAR DE VIDA!!!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
BEM-VINDOS AO CLUBE DA LUTA
Depois de um texto bonito sobre a superação e realização de sonhos, eu vou deixar um post um tanto quanto agoniante. O que está escrito ai embaixo é um trecho do filme Clube da luta.
Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astro do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. Você não é o seu emprego, nem o carro que dirige. Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é sua gatinha vagabunda e imbecil, nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Música, teatro, circo, poesia: mistura que faz O Teatro Mágico um grande espetáculo
mistura que faz O Teatro Mágico um grande espetáculo
Rodrigo Gutuzo
É música, é circo; É poesia e é teatro. É tudo isso e muito mais. É assim que a trupe “O Teatro Mágico” vem conquistando cada vez mais fãs por todo o Brasil.
A trupe, comandada por Fernando Anitelli, lança seu terceiro álbum com mais “maturidade”, segundo o próprio compositor, após os sucessos de “Entrada para Raros” e “O Segundo Ato”. Anitelli falou com o Jornal União, contando um pouco do trabalho do Teatro Mágico, a
Jornal União: Como surgiu a ideia de criar o “O Teatro Mágico”?
Anitelli: Um projeto que traz um debate sobre a cultura livre, em relação ao direito autoral, a democracia na comunicação, ao compartilhamento de conteúdos. Tem toda essa questão de software livre, em relação à maneira que a gente trabalha, nas redes sociais. A ideia num âmbito político, porque é um projeto que traz um direcionamento, uma posição, em relação a várias coisas. Esse novo álbum, por exemplo, ele chama “O Teatro Mágico: A Sociedade do Espetáculo”. Ele fala sobre feminismo, movimento social rural, justamente o movimento sem-terra, fala sobre a questão da revolução no Egito, fala sobre o próprio direito autoral, que nossa ministra da Cultura tinha uma posição equivocada até em certos pontos. Enfim, é um projeto que faz com que não seja apenas uma coisa musical. Claro, ele é essencialmente musical, mas ele tem essas interferências todas, que nos possibilitam interpretá-las e traduzi-las das mais variadas formas possíveis, que é dança, teatro, circo, brincadeiras. Hoje, está dentro deste contexto, com uma banda com interferências de teatro e
Anitelli: O jovem hoje tem infinitas possibilidades de informação. Ele tem acesso a um milhão de coisas que a gente nunca teve antes na vida. Ele pega o celular de “100 cruzeiros” que ele ganhou do pai, aperta umas teclinhas e aparece música, filme, vídeo, texto, biblioteca, mulher pelada, poesia, a cópia da prova, a foto da colega. Então, como você se coloca dentro deste contexto? Na verdade, eles têm acesso a teatro, vídeo, tecnologias - outras também. E o circo, ele até está muito mais reconhecido hoje do que anos atrás, onde ele era muito mais tratado como uma coisa cigana. Ainda falta muito. Ainda não existe uma legislação para o circense. Falta uma porção de cuidados, uma política cultural voltada para isso, pro teatro também. Não que está se perdendo. Eles estão acontecendo. Mas não existem olhos para eles. Não existe um olhar de cuidado para essa galera. Tem muita gente fazendo coisa legal de circo, de música, de dança, só que não aparece, a mídia não mostra. Falta um fomento para isso, para ter sobrevida. São
JU: Vocês sempre trabalharam de forma independente da “grande mídia”, das grandes gravadoras – e não faltaram boas propostas. É um pensamento de vocês? Por que isso?
Anitelli: A gente sempre quis projetar o nosso trabalho com autonomia, mas projetar de uma maneira comum com as pessoas. Como assim: eu vou fazer parte de uma gravadora, de uma empresa, e quem eu sou dentro dessa cadeira produtiva da música? A gente tem que entender isso. Como funciona? Você não escreve uma música, ensaia, e aí vai no Faustão ou no Luciano Huck. Pode até ir, não tem problema. Mas a gente não pode imaginar que o fato de simplesmente ir lá faz de você um cara super-famoso, que vai ter uma sobrevida na sua carreira. Isso pode te ajudar muito. Mas, você pegar um grupo e tocar as mesmas músicas em Recife, em Curitiba, Cambé, Londrina, Maringá, e conseguir dialogar esse projeto com os mais variados públicos, isso é fantástico. Dentro desse contexto, é importante a maneira com a qual a gente realiza isso, porque a gente consegue ter autonomia. A gente sempre quis projetar as coisas com gravadoras, mas sempre teve empecilhos. Por exemplo, nossa música pode ser livre? A gente pode doar a nossa música no site, de maneira gratuita? “Ah, não pode...” E a gente fala: crescemos assim, a gente tem esse contexto, essa ideia. Não vamos deixar de fazer uma coisa assim. Nosso CD pode custar cinco, dez reais? Enfim, existem vários equívocos. As gravadoras têm que pensar com um
JU: O que interferiu foi o Movimento Música Para Baixar, criado por vocês?
JU: As redes sociais foram o grande meio utilizado para divulgação do Teatro Mágico. Até fizeram a composição de uma música pelo twitter. Existem outros projetos através das redes
Anitelli: Essencial, fundamental, emergencial, gigante. É um aprendizado constante. É infinito. Poderoso, responsável. Corajoso, porque quando você está produzindo um conteúdo para um número de pessoas e aquilo tem uma relevância exponencial dentro da rede, porque a gente tem vários rizomas, um monte de ligações, um monte de informações, coisa ao mesmo tempo... Quando você consegue dialogar, você tira o atravessador cultural, você fica frente a frente com o público, e o público constrói, elabora com você, em tudo que é o mais necessário, que é a sobrevida do seu projeto. Então, as redes sociais felizmente vieram mostrar o quão necessário é o diálogo, a comunicação, a liberdade na comunicação. Por isso que existe a lei do “AI-5 digital”, do (senador) Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele quer criar uma “lei do vigilantismo”, onde você deixa seu RG para que os provedores digam para a polícia o que estou baixando. Se estou baixando música livre, o cara vai achar que isso é crime? Porque muita gente acha que baixar música é crime. Até alguns anos atrás, nós trocávamos fita K7, escrita assim: “lentas”, onde tinha Phil Collins, Beatles. E a fita K7 virou CD, passou a gravar mais música, e o CD virou algo digital, do celular você aperta o botão e, isso vem junto de brinquedo, joguinho... Cada vez mais a gente percebe como é importante a comunicação. O que a gente faz hoje é dialogar com nosso público, com movimentos, ideias, que a gente acredita fazer sentido, pelo caminho do nosso trabalho que é a música. Mas não só isso. Faz todo um debate em relação
JU: Este terceiro álbum, “A Sociedade do Espetáculo” traz isso, essa maior proximidade do público?
Anitelli: Sim. É o álbum mais colaborativo. Tem música escrita com twiteiras e twiteiros, que se chama “O que se perde enquanto os olhos piscam”. Tem música feita em parceria com o Danilo Souza, com a Nô Stopa, com o Gustavo Anitelli, com o Daniel Santiago, com o poeta Sérgio Vaz, regravei uma música de um cara chamado Pedro Munhoz, lá do Rio Grande do Sul, um trovador fantástico e muito ligado ao Movimento Sem-Terra, que tem umas canções heróicas. Tem parceria com o Leoni (Fernando canta, nesta parte da entrevista, um trecho de “Garotos”, de autoria de Leoni), tem participação do saxofonista do Dave Matheus Band. Uma porção de gente bacana, sensível. Mostra muito uma pluralidade sonora e ao mesmo tempo tem a essência do Teatro Mágico. Mas, sem dúvida alguma, é o trabalho mais maduro sonoricamente, acredito eu, que o Teatro Mágico já fez. Não que o resto do trabalho não seja algo maduro, mas é como eu me sinto agora. Sabe quando você diz “pô, ‘tô’ jogando bem futebol, fiz sete gols em três jogos...” É essa sensação, de que as coisas estão fluindo, no caminho certo. O resultado que a gente vê dentro do que propomos como um conceito de economia solidaria, cultura livre e acesso a informação através da música e do entretenimento, é uma coisa que eu acho muito
Anitelli: O primeiro álbum era o “O Teatro Mágico: Entrada para Raros”, algo mais lúdico, mais saltimbanco. “O Teatro Mágico: O Segundo ato” era algo mais denso, mais politizado, mais critico, mas cor-pastel. E “O Teatro Mágico: A Sociedade do Espetáculo” é uma mescla dessas duas coisas. Tem um pouco de simpleza, de singeleza, mas tem o feminismo, o meio ambiente, é uma música que saiu da terra. Tem mistura de Maculelê com funk carioca, tem rock, tem batida de música africana com rock europeu, um folk, violãozão. Tem a participação de um cara chamado Daniel Santiago, produzindo o álbum. É um cara que já trabalhou com Hamilton de Holanda, já concorreu a Grammy. Esse é o caminhar que a gente está. E a “A Sociedade do Espetáculo” traduz um pouco isso no sentido das relações midiáticas, de quem é o espetáculo, quem produz o espetáculo. Todos somos parte da Sociedade do Espetáculo, todos nós somos essa máquina que gera isso. Qual que é a nossa força ao ver tudo isso: quem somos nós dentro das cadeias produtivas que eu participo. Trabalho com música: então, qual minha parte aqui dentro? Como eu componho isso? Como posso melhorar nas dificuldades? Enfim, “A Sociedade do Espetáculo” tem sim essa ideia de traduzir essa coisa plural, nacional-mundial urbana, as relações humanas. A Sociedade do Espetáculo é isso.
JU: Tem inspiração no livro “A Sociedade do Espetáculo”?
Anitelli: Não é a tentativa de traduzir o livro do Guy Debord. O livro, lógico, é uma inspiração, uma referência, eu quero ler. A minha relação com a literatura dele é pouca. Toda vez que eu li o livro, eu ia e voltava, e sempre me instigou. Eu sempre gostei desse nome. Eu já tinha inventado faz 10 anos. Há 10 anos, eu já tinha pensado nos três nomes.
JU: Então, realmente é parte de uma trilogia?
Anitelli: É. “Entrada para Raros”, “O Segundo Ato” e “A Sociedade do Espetáculo”. E, de fato, consegui realizar. Quer dizer, vou realizar agora. Então, a ideia é isso. Gravar essa trilogia no primeiro momento, aí eu quero dar uma pausa, trabalhar em um projeto infantil, com música infantil, com teatro, arte, e outras coisas. Quero trabalhar meu projeto solo chamado “As Claves da Gaveta”, que é um trio e já lancei o álbum este ano, em abril, e já fizemos algumas apresentações. Depois, eu volto com uma nova trilogia, igual o George Lucas fez com o “Guerra nas Estrelas”. Só porque ele é de lá e eu sou de Osasco, eu não posso fazer igual? Então eu faço uma trilogia e depois volto e faço outra. (risos) Faço quantas precisar.
JU: Quais são suas inspirações em composição?
Anitelli: Tem Tom Zé, Raul Seixas, Legião Urbana, Simon e Garfunkel, Secos e Molhados, Zeca Balero, Nação Zumbi, Radiohead, Hamilton de Holanda, Antônio Nóbrega, Cordel do Fogo Encantado, música africana, rock britânico. Na verdade, isso da minha cabeça. Aí tem o violinista, o Galdino, que é um baiano que toca violino. Você imagina o que dá? Baiano, de cabelo com dreads e tocando violino. Quem for ao show, vai ver o que vai acontecer, conhecer essa figura. Mas, quanto a referencias, imagina só, misturando as minhas com as deles. Porém, o que eu mais tenho certeza que eu não faço nada do zero. Nada é só meu. O que eu faço são recombinações.
JU: Você usa sempre uma frase sobre o tema...
Anitelli: Eu digo que o artista que não se recicla, vira cover de si mesmo. E tudo que eu faço ou é ouvindo aquela música, aí eu quero tocar igual aquele cara, e faço um pouco diferente. Então são recombinações. Não vim do zero, compositor do nada. Tem referência de tudo um pouco. Do meu irmão, do meu pai que dá opinião, dos arranjos do Galdino. O Teatro Mágico tem essa essência.
JU: Você trabalha muito com poesia, e as canções do Teatro Mágico são ricas nisso. Você considera que a música faz a poesia chegar onde apenas a letra não alcança?
Anitelli: (Breve silêncio, pensativo) Olha, sem dúvida alguma, a música se propaga no ar. Tal qual é palavra, mas a música preenche espaço com substância. Ela é capaz de coisas absurdas. Assim como a palavra. Na verdade, quem chegar primeiro, a boa palavra ou a boa música, fará efeito. Então, a música ajuda. Eu sempre senti assim. Em tudo que eu escrevo, em tudo que a gente vai falar, duas horas no microfone, tem que ter, no fim do texto, aquela “moral da história”. Não dá para ser aleatório. Então, a busca pela poesia, pelo conceito de rima, pela estética, pelo risco, é algo que acho bem legal. E ao mesmo tempo assim: poxa, O Teatro Mágico já existe, eu tento manter minha essência porque o pessoal gosta de mim porque eu sou assim, mas ao mesmo tempo eu tenho que mudar, se eu não mudar, não consigo trazer novidade. Às vezes é isso. A poesia precisa ser tão densa quanto à música. Ela precisa ter a mesma preocupação de estética, de força. É assim que eu busco juntar, mesclar, pra fazer poesia e música no Teatro Mágico.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Faixa a faixa exclusivo do novo álbum do Teatro Mágico. "A sociedade do Espetáculo"
Sai entre o final de agosto e o início de setembro o novo trabalho do grupo paulista O Teatro Mágico, batizado "A Sociedade do Espetáculo". É apenas o terceiro disco em oito anos, mas o barulho que o grupo de Osasco costuma provocar entre seus fãs é inversamente proporcional às não muitas canções que lançou até hoje.

A devoção não se explica, tampouco, pela presença do grupo na chamada grande mídia. O Teatro Mágico nunca teve gravadora, não é convidado para programas de TV, não toca em rádios comerciais. Mistura música com circo e teatro e gosta de politizar suas canções e apresentações. Vendeu 350 mil cópias do primeiro álbum, "Entrada para Raros" (2003), de modo totalmente artesanal – o pai de Fernando Anitelli (o líder do grupo) produzia e vendia os discos nos shows, um a um.
"A Sociedade do Espetáculo" deve seguir esses mesmos padrões. Apesar de convites recebidos de várias gravadoras, segundo Fernando, até hoje não houve acordo. Razões não faltam, e vão além do fato de o grupo gostar de canções politicamente engajadas. Todos os trabalhos são liberados na internet para download, oficial e gratuitamente, sob licenças Creative Commons. A trupe não quer abrir mão da venda direta dos CDs por preços baixos, nem de editar suas próprias canções sem intermediação de companhias multinacionais.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à "heterointolerância branca" de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.
O Teatro Mágico concedeu uma audição com exclusividade à reportagem, num dos últimos dias de gravação e mixagem no estúdio Oca – Casa de Som, em São Paulo. Seguem abaixo descrições das 16 faixas, com comentários de Fernando durante a audição.
“Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.
“Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.
“Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”
“Esse Mundo Não Vale o Mundo” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.
“Novo Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.
“Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.
“Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Parente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.
“Folia no Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.
“Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.
“Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.
“O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam” – Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.
“Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”
“Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Árvores, porquê plantar?
Aqui estão alguns dos motivos para você plantar não uma, mas várias árvores, e ajudar a natureza!
Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Imagine como elas poderiam ajudar para não ocorrerem tantas enchentes, das quais matam e deixam muitas pessoas sem casas!
Junto com toda essa água absorvida, muitos nutrientes de matérias orgânicas (como as fezes dos animais) são absorvidos pelas raízes e transformados através da fotossíntese, em alimento para a toda a planta. Por sua vez, folhas, frutos, madeira e raízes servirão de alimento para diversos seres vivos.
Os animais por sua vez, irão defecar o que comeram, e as folhas e frutos que não serviram de alimento caem no solo.
Folhas, frutos e fezes de volta ao solo, e todo o ciclo recomeça.
A camada de folhas que se formam a baixo das árvores, servem de berço para as sementes, e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos:
Em rios
A erosão leva terra e areia para o leito (fundo) do rio, fazendo com que o rio fique mais raso, com menor capacidade de guardar água, causando a falta de água nos meses de pouca chuva, além da morte dos peixes.
Para o Solo
A erosão leva embora as sementes que poderiam germinar e recompor a vegetação natural. Ou seja, solo desprotegido tende a continuar desprotegido.
Para os animais
A erosão pode levar embora ninhos de animais que os fazem no chão, e tampar os de diversos outros animais, matando os filhotes que estão dentro. Além do mais, sem vegetação e frutos para alimenta-los, eles vão embora ou morrem de fome.
Para os lençóis freáticos
Os solos sem vegetação, por não terem raízes e minhocas para deixa-lo fofo, não tem uma boa absorção de água. Além do mais, como não há barreiras para a água, ela vai embora rapidamente, não dando tempo para a água da chuva penetrar no solo.
Com isso os lençóis freáticos secam, acabando assim com muitos rios e conseqüentemente com nossa água potável.
A copa das árvores também protege o solo da chuva direta, sem contar que suas raízes seguram firmemente o solo. As raízes de árvores que estão nas beira de rios, aparecem as vezes dentro do rio, parecendo cílios.
Essas raízes além evitarem a erosão, servem de casa para muitos animais. Por causa destes cílios, a mata próxima aos rios é conhecida pelo nome de Mata Ciliar.
Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva.
Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar! Além do mais, este vapor ajuda a equilibrar o clima da região. Isso é facilmente percebido em parques e floretas que tem seu clima mais fresco.
Outro ponto que podemos notar até mesmo em parques no meio de grandes cidades, é o silêncio! As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).
Se ainda assim, você ainda não se convenceu de que deve plantar árvores espere para saber mais...
Sombra: ah que delícia uma boa sombra ! Não é ? Bem, se levarmos em conta a devastação e a não preocupação do reflorestamento, pode se preparar para sair de casa de guarda sol, pois a previsão é de que em 2030 nossas matas vão acabar !
Madeira
Se você não tem nada de madeira na sua casa pode enviar seu nome para colocarmos no livro dos recordes. O mercado madereiro é um dos que mais cresce no Brasil. Muitas empresas são clandestinas, e pouca gente se preocupou em saber se a madeira que está comprando é autorizada ou não. Se você usa madeira, por que não ajudar plantando ?
Papel
Não sei se você sabe, mas não há no mundo país que tenha um substituto para o papel vindo da madeira de árvores, sendo produzido em larga escala ! Preocupante ? Então imagine quantas árvores você já usou e vai usar só com papel !
Oxigênio
Você respira ? Bem, pode não conseguir mais daqui alguns anos. A poluição gerada pelas grande cidades estão desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo ! E uma novidade: Estudiosos afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio. E que florestas jovens, para poder crescer, liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio !
Frutas
Quem não gosta de uma boa fruta ? Mas não pense que elas são produzidas em laboratório. Elas chegam à sua mesa, pois árvores às produziram. E se você fizer as contas deve ter gasto com frutas o bastante para ter mais de 100 pés de cada fruta que você gosta. Mesmo porque o gasto em se ter uma árvore é quase zero.
Fauna
Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã ! Pois então ! Plante uma árvore perto de sua casa e ouça o resultado! Se você estiver em zona rural, ou próximo à alguma floresta, ainda poderá receber a visita de diversos animais da fauna brasileira.
Fonte: www.arvoresbrasil.com.br
ÁRVORES PORQUE PLANTAR
PLANTE ÁRVORES
O ar é indispensável à nossa vida. Além do Oxigênio (O²) que respiramos, outros gases colaboram para a vida na Terra, pois equilibram a composição atmosférica e a temperatura do planeta.
A maior parte das atividades humanas gera resíduos que são liberados na atmosfera e geram desequilíbrio, sendo o mais frequente o CO², chamado Dióxido de Carbono.
Nos últimos 60 anos, houve um aumento nas emissões de CO², principalmente pelas indústrias e pelas queimadas.
Reduzir as concentrações destes gases e contribuir para a redução dos impactos do aquecimento global é tarefa que exige um esforço organizado entre os governos, empresas e indivíduos na busca por soluções, como a atualizaçãode tecnologias que poluam menos e de maior responsabilidade ambiental.
POR QUE PLANTAR ÁRVORES?
As árvores são capazes de limpar o ar porque tiram o CO² e liberam Oxigênio para a atmosfera;
Uma árvore pode reciclar por suas folhas até 60 litros de água por dia.
O vapor produzido se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumula em nuvens, cai em forma de chuva.
Neste processo, as árvores ajudam na retirada de poluentes do ar;
A recilcagem da água pelas árvores ajuda a equilibrar o clima de uma região e isso é facilmente percebido em parques e florestas que tem seu clima mais fresco;
As árvores formam uma espécie de barreira sonora que impede a propagação dos resíduos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas por proporcionarem ambientes mais silenciosos e aconchegantes;
As árvores nos proporcionam a sombra, locais para descansar e fugir dos raios solares, cada vez mais nocivos para a pele dos seres humanos;
Fornecem-nos a madeira, que somente deve ser extraída de árvores com manejo adequado ou com a contrapartida do reflorestamento;
Os frutos extraídos das árvores são importantes alimentos e indispensáveis para a manutenção da saúde;
O carbono que lançamos no ar por meio das nossas atividades diárias, é o causador do aumento do efeito estufa e pode ser neutralizado ou compensado com o plantio de árvores, que irão retirar do ar a quantidade que necessitam de CO², diminuindo o impacto negativo que causamos ao meio ambiente.
TENHA CONSCIÊNCIA!
Você pode NÃO conseguir mais respirar daqui a alguns anos. A poluição gerada pelas grandes cidades está desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo!
Quanto maior for a quantidade de árvores, maior será o equilíbrio ambiental da sua região, do país e do mundo.
Fonte: piracicabana.com.brDa Entrega - O Teatro Mágico
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Reflexão Matinal

Hoje, acordei e por um instante permaneci deitado, refletindo sobre EU mesmo, as vezes me pego com pensamentos voltados a pessoas alheias, e quando paro um pouco para encontrar comigo mesmo, é um pouco assustador, e como o sol vai raiando a luz vai clareando os pensamentos, como uma mão que se estende para te dar forças, levantar e correr atrás do seu lugar ao sol, engraçado é quando esta mão que se estende é a sua própria mão. É o alto-controle que se revela, limpando seus olhos de remelas que cegam a alma, o ânimo e a força de vontade e coragem.