quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gabi Veiga se despede da Trupe.



Sobre a Gabi Veiga e O Teatro Mágico

Infinitas são as lembranças bonitas que me vem a mente enquanto escrevo para vocês… Dentro do Teatro Mágico pude viver a mescla de tantos palcos, olhares, paisagens, cheiros, ângulos que me levaram à um engrandecimento pessoal imensurável. Pude subir em tecidos e trapézios por todo o Brasil, conhecer pitadas das culturas, o que me fez mais “gente”, mais artista! Pude fazer dos palcos meu lugar de militância para defender o que eu acredito, e muitas vezes, também fiz deles minha fonte de energia e amor.
Lembro do meu primeiro show… eu era uma menina… há 5 anos e meio atrás, recém formada em biologia, mas querendo ser atriz e fugir com o circo!! Pintar a cara de branco era uma brincadeira, lembro de ter ficado fascinada! Bom, depois de tantos camarins, tantas emoções, tantas lutas, tantos sorrisos retribuídos… Escrevo para me despedir de vocês! Estou me desvinculando do TM!

Sinto esse momento como um tchau e não como um adeus, já que minha história terá sempre vocês na memória, terá sempre aquele barulho que só se ouve por trás das cortinas… os gritos, as palmas, os carinhos emanados! Farei um show de despedida para fechar esse ciclo assim como ele foi aberto… no palco!
Existem momentos determinantes em nossas vidas e vivo um deles agora! Minha carreira de atriz exige de mim nesse momento, mais estudo, mais entrega, e principalmente, mais presença. Estou estudando teatro e flamenco profundamente e essas entregas precisam ser inteiras, eu não sei ser metade em nada… De tempos em tempos preciso de uma reciclagem almática, de uma revolução interna e isso reflete na minha arte.
O TM foi meu primeiro passo, meus primeiros ensinamentos.
Por tudo isso deixarei o Teatro Mágico na lembrança, na memória de todas as minhas células, mas não mais nos palcos… E decorem isso: Tenho amor por vocês! Tenho amor pelo Teatro Mágico. Serei sempre uma potencializadora desse projeto, sempre!
Deixo aqui eternizada minha imensa gratidão por tudo o que vivi nesses anos e apesar de estar em uma fase de (re)significar tudo e todos, o TM será sempre um amor nas minhas vidas! E vocês também! Nos vemos em breve, nos meus próximos trabalhos!! Estou semeando por aí! Tchau, meus queridos!

Manteremos um elo até sempre: o carinho!

Beijos e bons ventos para todos nós!!

Gabriela Veiga

Fonte: http://oteatromagico.mus.br/blog/sobre-a-gabi-veiga-e-o-teatro-magico/



sábado, 13 de agosto de 2011

COMO MUDAR DE VIDA!!!

Todos os grandes matemáticos, usando a Teoria do Caos, dizem que uma borboleta batendo as asas do outro lado do mundo pode provocar um tufão na Indonésia. É que todas as coisas no universo estão de certa forma ligadas, e o bater de asas de uma borboleta pode provocar uma reação em cadeia que termina gerando um tufão.
Se isso pode acontecer, então porque é que não pode fechar sua empresa? Ou mudar sua vida? Já parou para pensar nisso? São tantas variáveis acontecendo na vida que a maioria das pessoas simplesmente desiste de tentar escolher seu destino.
Chuck Yeager foi o primeiro humano a quebrar a barreira do som, voando no seu Bell Aviation X-1. Na época muitas pessoas diziam que a ‘barreira’ era impenetrável, e que ele e seu avião desintegrariam assim que atingisse a velocidade Mach 1 (a velocidade do som).
É claro que a barreira não era impenetrável coisa nenhuma. Era apenas um mito. Anos mais tarde, na sua biografia, Yeager escreveu que "a verdadeira barreira não estava no céu, mas na nossa cabeça – no conhecimento e experiência dos vôos supersônicos".
Da mesma forma, vemos todos os dias pessoas voando baixo, vagarosamente, porque acham que existe alguma ‘barreira’ para uma performance melhor. Uma barreira que os impede de crescer. E geralmente colocam a culpa em fatores externos.
Mas a sua vida não precisa ser assim. Você não precisa viver de susto em susto, de crise em crise, sempre apagando incêndios, sempre perguntado o que virá pela frente, sempre voando baixo. Como assumir o controle?
Já faz algum tempo que sabemos que o futuro será diferente do passado. Mas insistimos em nos recusar a acreditar que nossa vida será diferente do que esperamos que ela seja. A maioria de nós ainda acredita que o futuro será uma continuação do presente, como uma estrada reta que se perde no horizonte.
De acordo com Alvin Toffler, é uma percepção linear, previsível, de que A leva a B que leva a C. Só que a prática mostra que o futuro não é uma continuidade do presente, mas sim uma série de descontinuidades.
E o pior é que nossa educação, ao invés de ajudar a quebrar essas ‘barreiras’, na verdade acaba reforçando-as. As escolas foram desenhadas com a certeza de que todos os problemas do mundo já foram resolvidos, e que o professor conhece todas as respostas.
Então a função do professor passa a ser apresentar os problemas aos alunos, e depois as respostas. Nos ensinam as perguntas e as respostas, mas não a pensar. Por isso a dificuldade quando as perguntas mudam.
Para agarrar o futuro você precisa largar o passado. A única forma de impedir que sua vida seja uma sucessão de descontinuidades é tendo uma estratégia de vida. Se não você é jogado de um lado para outro, de acordo com o vento ou a maré. Ou uma borboleta batendo as asas. E não consegue nunca ir de A para B ou C.
Como diria Toffler, não precisamos que nos ensinem apenas como fazer alguma coisa, mas sim a imaginar o que é possível.
É como quando o primeiro avião conseguiu voar. A partir desse momento, mudou completamente o contexto do desenvolvimento da aviação. Cada avião que caía provava aos cínicos, de forma evidente, que era impossível fazer um avião voar.
Mas quando ele finalmente voou, tudo mudou. As mesmas informações começaram a ser interpretadas de um modo diferente. As quedas passaram a ser vistas como evidências dos erros, de como as coisas não deveriam ser feitas. As pessoas simplesmente começaram a pensar de forma diferente.
A mesma coisa aconteceu com Chuck Yeager e a velocidade do som. As barreiras estavam apenas na cabeça – no conhecimento e na experiência. Bastou alguém dedicar-se a derrubar essas barreiras através de uma boa estratégia para provar que estavam erradas.
Se você quer quebrar suas próprias barreiras e voar alto, precisa de uma estratégia. Estratégia de vida começa com uma proposição diferente de valor, de missão pessoal. É uma forma de definir um território onde você é de alguma forma único.
Estratégia é fazer escolhas. Principalmente, escolher o que fazer diferente, e também o que não fazer. Por isso mesmo você é obrigado a escolher, já que não dá para ser ou fazer tudo.
Esse é outro ponto que deve ficar muito claro: para ter uma boa estratégia você tem que aprender a dizer não. Todos os dias aparecem nas nossas vidas novas propostas de negócios, muitas altamente tentadoras.
Uma pessoa sem estratégia vai acabar distraindo-se ao perseguir negócios que parecem lucrativos, mas que na verdade não tem nada a ver com a estratégia a longo prazo, nem com sua missão de vida. Acabam sugando recursos, tempo e energia, desviando-se da sua missão, confundindo ainda mais sua vida.
As melhores estratégias sempre levam a um objetivo maior. Se não tiver um objetivo bem claro em mente, começará a tomar decisões que inevitavelmente diminuirão sua eficiência.
A essência da estratégia é estabelecer limites. A pessoa sem estratégia está disposta a tentar qualquer coisa. Principalmente, copiar os outros.
Você tem que fazer menos coisas, mas fazê-las muito melhor. Você tem que encontrar e desenvolver vantagens, e não apenas eliminar desvantagens. Criar diferenças, e não apenas copiar: esse é o segredo.
Para terminar, a grande dúvida: vale a pena ter uma estratégia num mundo que muda constantemente? Ela não será uma camisa de força, uma corrente que produz rigidez e inflexibilidade?
Algumas pessoas podem pensar: "As coisas estão mudando rapidamente, então preciso mudar rapidamente também. Logo não posso ter uma estratégia, porque ela me tornaria mais lento".
Acontece que grandes conquistas só são alcançadas por pessoas com objetivos claros e estratégias definidas. Pessoas que não apenas imaginaram voar alto ou quebrar barreiras, mas também bolaram planos para chegar lá.
Por isso Michael Porter defende justamente a idéia contrária: uma boa estratégia na verdade acelera o processo, porque permite que você tome decisões de acordo com seus objetivos.
Peguemos um exemplo como a tecnologia: não adianta comprar todas as bugigangas e novidades tecnológicas que aparecem se isso não tem um objetivo muito claro.
Você não vai aumentar sua produtividade simplesmente porque tem mais aparelhos disponíveis. Você tem que saber para onde quer ir e, com base nisso, tomar as decisões.
Resumindo: ter uma estratégia é ser diferente. Você não é apenas mais uma pessoa – você está ali para trazer algo novo para o mundo, para mudar o mundo, para mudar para melhor a vida das outras pessoas.
Uma vez que você tenha sua estratégia claramente definida, todas as perguntas serão fáceis de responder: ou ajudam você a alcançar seus objetivos, ou não. E finalmente você terá controle da sua vida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BEM-VINDOS AO CLUBE DA LUTA




Depois de um texto bonito sobre a superação e realização de sonhos, eu vou deixar um post um tanto quanto agoniante. O que está escrito ai embaixo é um trecho do filme Clube da luta.



Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astro do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. Você não é o seu emprego, nem o carro que dirige. Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é sua gatinha vagabunda e imbecil, nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.





Não vou fazer minhas considerações, porque esse post é pra que vocês se sintam mesmo provocados, e pensem a respeito.

Pense, reflita, mude!!!
Recicle


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Música, teatro, circo, poesia: mistura que faz O Teatro Mágico um grande espetáculo





Música, teatro, circo, poesia:
mistura que faz O Teatro Mágico um grande espetáculo

Rodrigo Gutuzo

É música, é circo; É poesia e é teatro. É tudo isso e muito mais. É assim que a trupe “O Teatro Mágico” vem conquistando cada vez mais fãs por todo o Brasil.

A trupe, comandada por Fernando Anitelli, lança seu terceiro álbum com mais “maturidade”, segundo o próprio compositor, após os sucessos de “Entrada para Raros” e “O Segundo Ato”. Anitelli falou com o Jornal União, contando um pouco do trabalho do Teatro Mágico, a
proximidade com os fãs via redes sociais, influências artísticas, o Movimento Música Para Baixar, entre outros assuntos. Um bate-papo rico em cultura e poesia. Como é a essência do Teatro Mágico.

Jornal União: Como surgiu a ideia de criar o “O Teatro Mágico”?
Fernando Anitelli: Foi com a ideia de traduzir as coisas que aconteciam dentro de um sarau. Justamente misturar vários tipos de expressão artística. No sarau, acontece uma poesia, uma música, alguém faz uma mímica, o cara conta uma piada, outro fica em silêncio. Então, por que
não levar isso para um plano maior e fazer em um contexto de espetáculo de apresentação musical, teatral. Vamos usar todas estas peças. E foi isso que fiz. Chamei alguns amigos, tinha algumas músicas. Montei isso tudo, montei as 19 faixas e pensei: como vou traduzir isto aqui ao vivo? Eu já fazia oficina de teatro, coisas assim. Aprontei assim uma lógica para aquilo, um encontro. A ideia era que fosse uma celebração. O Teatro Mágico teriam as músicas e, para o
primeiro show, tivemos uns 40 convidados, uns 20 amigos no palco, 20 músicos, gente tocando violão, guitarra, veio baterista... Lógico que aquilo não poderia ter continuidade se não achássemos um jeito de organizar, estruturar, otimizar. Então, isso que foi acontecendo naturalmente.

JU: Como você vê o trabalho do Teatro Mágico hoje?

Anitelli: Um projeto que traz um debate sobre a cultura livre, em relação ao direito autoral, a democracia na comunicação, ao compartilhamento de conteúdos. Tem toda essa questão de software livre, em relação à maneira que a gente trabalha, nas redes sociais. A ideia num âmbito político, porque é um projeto que traz um direcionamento, uma posição, em relação a várias coisas. Esse novo álbum, por exemplo, ele chama “O Teatro Mágico: A Sociedade do Espetáculo”. Ele fala sobre feminismo, movimento social rural, justamente o movimento sem-terra, fala sobre a questão da revolução no Egito, fala sobre o próprio direito autoral, que nossa ministra da Cultura tinha uma posição equivocada até em certos pontos. Enfim, é um projeto que faz com que não seja apenas uma coisa musical. Claro, ele é essencialmente musical, mas ele tem essas interferências todas, que nos possibilitam interpretá-las e traduzi-las das mais variadas formas possíveis, que é dança, teatro, circo, brincadeiras. Hoje, está dentro deste contexto, com uma banda com interferências de teatro e
circo, onde eu fico também como um bufão irônico, improvisando entre o teatro e a música. Um
show que, na verdade, tem participação do público, onde é a galera que faz o peso, a presença ali. Não tem fã o Teatro Mágico. Existe é a extensão da trupe. A galera vem com toda essa gana e isso que a gente mais gosta de fazer: poder aprender junto, poder construir alguma coisa possível.

JU: É uma maneira de agregar valores culturais “esquecidos”, como teatro e circo, ao mundo jovem hoje?


Anitelli: O jovem hoje tem infinitas possibilidades de informação. Ele tem acesso a um milhão de coisas que a gente nunca teve antes na vida. Ele pega o celular de “100 cruzeiros” que ele ganhou do pai, aperta umas teclinhas e aparece música, filme, vídeo, texto, biblioteca, mulher pelada, poesia, a cópia da prova, a foto da colega. Então, como você se coloca dentro deste contexto? Na verdade, eles têm acesso a teatro, vídeo, tecnologias - outras também. E o circo, ele até está muito mais reconhecido hoje do que anos atrás, onde ele era muito mais tratado como uma coisa cigana. Ainda falta muito. Ainda não existe uma legislação para o circense. Falta uma porção de cuidados, uma política cultural voltada para isso, pro teatro também. Não que está se perdendo. Eles estão acontecendo. Mas não existem olhos para eles. Não existe um olhar de cuidado para essa galera. Tem muita gente fazendo coisa legal de circo, de música, de dança, só que não aparece, a mídia não mostra. Falta um fomento para isso, para ter sobrevida. São
pessoas exponenciais, acontecem e desaparecem.

JU: Vocês sempre trabalharam de forma independente da “grande mídia”, das grandes gravadoras – e não faltaram boas propostas. É um pensamento de vocês? Por que isso?

Anitelli: A gente sempre quis projetar o nosso trabalho com autonomia, mas projetar de uma maneira comum com as pessoas. Como assim: eu vou fazer parte de uma gravadora, de uma empresa, e quem eu sou dentro dessa cadeira produtiva da música? A gente tem que entender isso. Como funciona? Você não escreve uma música, ensaia, e aí vai no Faustão ou no Luciano Huck. Pode até ir, não tem problema. Mas a gente não pode imaginar que o fato de simplesmente ir lá faz de você um cara super-famoso, que vai ter uma sobrevida na sua carreira. Isso pode te ajudar muito. Mas, você pegar um grupo e tocar as mesmas músicas em Recife, em Curitiba, Cambé, Londrina, Maringá, e conseguir dialogar esse projeto com os mais variados públicos, isso é fantástico. Dentro desse contexto, é importante a maneira com a qual a gente realiza isso, porque a gente consegue ter autonomia. A gente sempre quis projetar as coisas com gravadoras, mas sempre teve empecilhos. Por exemplo, nossa música pode ser livre? A gente pode doar a nossa música no site, de maneira gratuita? “Ah, não pode...” E a gente fala: crescemos assim, a gente tem esse contexto, essa ideia. Não vamos deixar de fazer uma coisa assim. Nosso CD pode custar cinco, dez reais? Enfim, existem vários equívocos. As gravadoras têm que pensar com um
olhar sobre o que está acontecendo agora, sobre o nosso contemporâneo. Elas ficam muito presas em um monte de coisa, e esqueceram que a tecnologia cada vez mais aumentou. E é verdade: você pega o celular, digita e aparece a música que você quiser aqui. Então, não tem como evitar, porque tudo que é digitalizado hoje, essa informação tem que ser acessível. É democratizar a informação. Nós temos que descobrir outras formas de fazer economia, de fazer grana, com seu trabalho de ser músico. Então, fazer parceria com gravadoras eu não vejo problema, desde que tenha um senso comum. Vamos tentar assim, música livre, um CD mais acessível para galera. Se tiver esse pensamento, por que não? Forças que podem colaborar, e se a gente está pensando na mesma coisa junto, legal, comum, bacana, vamos fazer. Mas não houve isso, em nenhum momento. E, não nos interessa na verdade a questão do “cifrão”. É do que se trata, do por que e para que.

JU: O que interferiu foi o Movimento Música Para Baixar, criado por vocês?

Anitelli: A gente tem esse Movimento Música Para Baixar – Movimento MPB. Para que todos tenham acesso às músicas. Por exemplo, se cada cidade tivesse um mapeamento dos artistas locais, fomentássemos nas escolas festivais, junto com a secretaria de Cultura, Prefeitura. Se tivéssemos um quiosque nos shoppings, com a música de todos os músicos da região. O cara vai lá, “espeta” um pendrive, baixa as músicas. Sabe, conhecer quem está fazendo música, o que está acontecendo. E tudo isso é possível. Se tivéssemos esse olhar, esse cuidado, teríamos muito mais acesso as informações. Isso é uma coisa que a gente acredita, defende, que tem a ver com o software livre, a questão de poder trabalhar, gerar e gerir sua obra. É a economia da cultura livre. Não é que você está doando sua música e perdendo grana. É uma outra relação, as pessoas passam a existir. Antes, qualquer músico para poder existir tinha que ou tocar no rádio ou aparecer na televisão, se não ia tocar num bar ou coisa assim. Hoje, existe uma outra ferramenta que democratiza a comunicação, que é a internet. Você consegue através da internet reger sua própria obra, o teu trabalho. É o que está acontecendo com a gente e outras várias pessoas. Então, vamos cuidar disso, vamos apoiar isso. E várias gravadoras não estão interessadas nisso.

JU: As redes sociais foram o grande meio utilizado para divulgação do Teatro Mágico. Até fizeram a composição de uma música pelo twitter. Existem outros projetos através das redes
sociais e como você vê esse trabalho hoje?

Anitelli: Essencial, fundamental, emergencial, gigante. É um aprendizado constante. É infinito. Poderoso, responsável. Corajoso, porque quando você está produzindo um conteúdo para um número de pessoas e aquilo tem uma relevância exponencial dentro da rede, porque a gente tem vários rizomas, um monte de ligações, um monte de informações, coisa ao mesmo tempo... Quando você consegue dialogar, você tira o atravessador cultural, você fica frente a frente com o público, e o público constrói, elabora com você, em tudo que é o mais necessário, que é a sobrevida do seu projeto. Então, as redes sociais felizmente vieram mostrar o quão necessário é o diálogo, a comunicação, a liberdade na comunicação. Por isso que existe a lei do “AI-5 digital”, do (senador) Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele quer criar uma “lei do vigilantismo”, onde você deixa seu RG para que os provedores digam para a polícia o que estou baixando. Se estou baixando música livre, o cara vai achar que isso é crime? Porque muita gente acha que baixar música é crime. Até alguns anos atrás, nós trocávamos fita K7, escrita assim: “lentas”, onde tinha Phil Collins, Beatles. E a fita K7 virou CD, passou a gravar mais música, e o CD virou algo digital, do celular você aperta o botão e, isso vem junto de brinquedo, joguinho... Cada vez mais a gente percebe como é importante a comunicação. O que a gente faz hoje é dialogar com nosso público, com movimentos, ideias, que a gente acredita fazer sentido, pelo caminho do nosso trabalho que é a música. Mas não só isso. Faz todo um debate em relação
a isso, ao contexto da música no país, no nosso meio.

JU: Este terceiro álbum, “A Sociedade do Espetáculo” traz isso, essa maior proximidade do público?

Anitelli: Sim. É o álbum mais colaborativo. Tem música escrita com twiteiras e twiteiros, que se chama “O que se perde enquanto os olhos piscam”. Tem música feita em parceria com o Danilo Souza, com a Nô Stopa, com o Gustavo Anitelli, com o Daniel Santiago, com o poeta Sérgio Vaz, regravei uma música de um cara chamado Pedro Munhoz, lá do Rio Grande do Sul, um trovador fantástico e muito ligado ao Movimento Sem-Terra, que tem umas canções heróicas. Tem parceria com o Leoni (Fernando canta, nesta parte da entrevista, um trecho de “Garotos”, de autoria de Leoni), tem participação do saxofonista do Dave Matheus Band. Uma porção de gente bacana, sensível. Mostra muito uma pluralidade sonora e ao mesmo tempo tem a essência do Teatro Mágico. Mas, sem dúvida alguma, é o trabalho mais maduro sonoricamente, acredito eu, que o Teatro Mágico já fez. Não que o resto do trabalho não seja algo maduro, mas é como eu me sinto agora. Sabe quando você diz “pô, ‘tô’ jogando bem futebol, fiz sete gols em três jogos...” É essa sensação, de que as coisas estão fluindo, no caminho certo. O resultado que a gente vê dentro do que propomos como um conceito de economia solidaria, cultura livre e acesso a informação através da música e do entretenimento, é uma coisa que eu acho muito
responsável.

JU: Seria o álbum mais “social”, até pelo nome “A Sociedade do Espetáculo” então?

Anitelli: O primeiro álbum era o “O Teatro Mágico: Entrada para Raros”, algo mais lúdico, mais saltimbanco. “O Teatro Mágico: O Segundo ato” era algo mais denso, mais politizado, mais critico, mas cor-pastel. E “O Teatro Mágico: A Sociedade do Espetáculo” é uma mescla dessas duas coisas. Tem um pouco de simpleza, de singeleza, mas tem o feminismo, o meio ambiente, é uma música que saiu da terra. Tem mistura de Maculelê com funk carioca, tem rock, tem batida de música africana com rock europeu, um folk, violãozão. Tem a participação de um cara chamado Daniel Santiago, produzindo o álbum. É um cara que já trabalhou com Hamilton de Holanda, já concorreu a Grammy. Esse é o caminhar que a gente está. E a “A Sociedade do Espetáculo” traduz um pouco isso no sentido das relações midiáticas, de quem é o espetáculo, quem produz o espetáculo. Todos somos parte da Sociedade do Espetáculo, todos nós somos essa máquina que gera isso. Qual que é a nossa força ao ver tudo isso: quem somos nós dentro das cadeias produtivas que eu participo. Trabalho com música: então, qual minha parte aqui dentro? Como eu componho isso? Como posso melhorar nas dificuldades? Enfim, “A Sociedade do Espetáculo” tem sim essa ideia de traduzir essa coisa plural, nacional-mundial urbana, as relações humanas. A Sociedade do Espetáculo é isso.

JU: Tem inspiração no livro “A Sociedade do Espetáculo”?

Anitelli: Não é a tentativa de traduzir o livro do Guy Debord. O livro, lógico, é uma inspiração, uma referência, eu quero ler. A minha relação com a literatura dele é pouca. Toda vez que eu li o livro, eu ia e voltava, e sempre me instigou. Eu sempre gostei desse nome. Eu já tinha inventado faz 10 anos. Há 10 anos, eu já tinha pensado nos três nomes.

JU: Então, realmente é parte de uma trilogia?

Anitelli: É. “Entrada para Raros”, “O Segundo Ato” e “A Sociedade do Espetáculo”. E, de fato, consegui realizar. Quer dizer, vou realizar agora. Então, a ideia é isso. Gravar essa trilogia no primeiro momento, aí eu quero dar uma pausa, trabalhar em um projeto infantil, com música infantil, com teatro, arte, e outras coisas. Quero trabalhar meu projeto solo chamado “As Claves da Gaveta”, que é um trio e já lancei o álbum este ano, em abril, e já fizemos algumas apresentações. Depois, eu volto com uma nova trilogia, igual o George Lucas fez com o “Guerra nas Estrelas”. Só porque ele é de lá e eu sou de Osasco, eu não posso fazer igual? Então eu faço uma trilogia e depois volto e faço outra. (risos) Faço quantas precisar.

JU: Quais são suas inspirações em composição?

Anitelli: Tem Tom Zé, Raul Seixas, Legião Urbana, Simon e Garfunkel, Secos e Molhados, Zeca Balero, Nação Zumbi, Radiohead, Hamilton de Holanda, Antônio Nóbrega, Cordel do Fogo Encantado, música africana, rock britânico. Na verdade, isso da minha cabeça. Aí tem o violinista, o Galdino, que é um baiano que toca violino. Você imagina o que dá? Baiano, de cabelo com dreads e tocando violino. Quem for ao show, vai ver o que vai acontecer, conhecer essa figura. Mas, quanto a referencias, imagina só, misturando as minhas com as deles. Porém, o que eu mais tenho certeza que eu não faço nada do zero. Nada é só meu. O que eu faço são recombinações.

JU: Você usa sempre uma frase sobre o tema...

Anitelli: Eu digo que o artista que não se recicla, vira cover de si mesmo. E tudo que eu faço ou é ouvindo aquela música, aí eu quero tocar igual aquele cara, e faço um pouco diferente. Então são recombinações. Não vim do zero, compositor do nada. Tem referência de tudo um pouco. Do meu irmão, do meu pai que dá opinião, dos arranjos do Galdino. O Teatro Mágico tem essa essência.

JU: Você trabalha muito com poesia, e as canções do Teatro Mágico são ricas nisso. Você considera que a música faz a poesia chegar onde apenas a letra não alcança?

Anitelli: (Breve silêncio, pensativo) Olha, sem dúvida alguma, a música se propaga no ar. Tal qual é palavra, mas a música preenche espaço com substância. Ela é capaz de coisas absurdas. Assim como a palavra. Na verdade, quem chegar primeiro, a boa palavra ou a boa música, fará efeito. Então, a música ajuda. Eu sempre senti assim. Em tudo que eu escrevo, em tudo que a gente vai falar, duas horas no microfone, tem que ter, no fim do texto, aquela “moral da história”. Não dá para ser aleatório. Então, a busca pela poesia, pelo conceito de rima, pela estética, pelo risco, é algo que acho bem legal. E ao mesmo tempo assim: poxa, O Teatro Mágico já existe, eu tento manter minha essência porque o pessoal gosta de mim porque eu sou assim, mas ao mesmo tempo eu tenho que mudar, se eu não mudar, não consigo trazer novidade. Às vezes é isso. A poesia precisa ser tão densa quanto à música. Ela precisa ter a mesma preocupação de estética, de força. É assim que eu busco juntar, mesclar, pra fazer poesia e música no Teatro Mágico.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Faixa a faixa exclusivo do novo álbum do Teatro Mágico. "A sociedade do Espetáculo"


Saiba como são as músicas do disco "A Sociedade do Espetáculo", previsto para setembro.

Sai entre o final de agosto e o início de setembro o novo trabalho do grupo paulista O Teatro Mágico, batizado "A Sociedade do Espetáculo". É apenas o terceiro disco em oito anos, mas o barulho que o grupo de Osasco costuma provocar entre seus fãs é inversamente proporcional às não muitas canções que lançou até hoje.


Fernando Anitelli, líder d'O Teatro Mágico: trupe continua independente, apesar do assédio das gravadoras.

A devoção não se explica, tampouco, pela presença do grupo na chamada grande mídia. O Teatro Mágico nunca teve gravadora, não é convidado para programas de TV, não toca em rádios comerciais. Mistura música com circo e teatro e gosta de politizar suas canções e apresentações. Vendeu 350 mil cópias do primeiro álbum, "Entrada para Raros" (2003), de modo totalmente artesanal – o pai de Fernando Anitelli (o líder do grupo) produzia e vendia os discos nos shows, um a um.

"A Sociedade do Espetáculo" deve seguir esses mesmos padrões. Apesar de convites recebidos de várias gravadoras, segundo Fernando, até hoje não houve acordo. Razões não faltam, e vão além do fato de o grupo gostar de canções politicamente engajadas. Todos os trabalhos são liberados na internet para download, oficial e gratuitamente, sob licenças Creative Commons. A trupe não quer abrir mão da venda direta dos CDs por preços baixos, nem de editar suas próprias canções sem intermediação de companhias multinacionais.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à "heterointolerância branca" de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.

O Teatro Mágico concedeu uma audição com exclusividade à reportagem, num dos últimos dias de gravação e mixagem no estúdio Oca – Casa de Som, em São Paulo. Seguem abaixo descrições das 16 faixas, com comentários de Fernando durante a audição.

Além, Porém, Aqui” – “Termina com uma frase brega, ‘semear o amor’”, avisa Fernando Anitelli, temeroso dos próprios versos. “Mas é a primeira música do álbum, e fala da compreensão de um momento mais amadurecimento, de uma nova conduta. É uma coisa pra cima, pra frente.” O músico ressalta o verso “anuncia teu dissabor”, como o convite ao ouvinte para que exerça, com liberdade, seu próprio espírito crítico: pintar um mundo cor-de-rosa não é um dos propósitos d’O Teatro Mágico.

Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.

Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.

Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”

Esse Mundo Não Vale o Mundo” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.

Novo Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.

Transição” – A canção é inspirada em uma fã que virou amiga, depois moderadora de comunidades do Teatro Mágico em redes sociais, e morreu poucos meses atrás. "Milagres acontecem quando a gente vai à luta", diz a letra ao final, tomando frase emprestada de Sérgio Vaz, poeta, ativista e criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia).

Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.

Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Parente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.

Folia no Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.

Canção da Terra” – “Pedro Munhoz é um trovador do Rio Grande do Sul, tem uma participação grande dentro do Movimento Sem-Terra”, Fernando explica mais uma canção de tom engajado em “A Sociedade do Espetáculo”. “Ser sem-terra, ser guerreiro/ com a missão de semear/ (...) a terra é de quem semear”, diz a letra, sob cativante melodia interiorana.

Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.

Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.

Disco tem música composta através do Twitter.

O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam” – Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.

Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”

Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.

Fonte: Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura

Sinto que vai ser um grande espetáculo este novo projeto, estimulando e reciclando várias pessoas.

Mudem seus conceitos... Reciclem!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Árvores, porquê plantar?

Aqui estão alguns dos motivos para você plantar não uma, mas várias árvores, e ajudar a natureza!

Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Imagine como elas poderiam ajudar para não ocorrerem tantas enchentes, das quais matam e deixam muitas pessoas sem casas!

Junto com toda essa água absorvida, muitos nutrientes de matérias orgânicas (como as fezes dos animais) são absorvidos pelas raízes e transformados através da fotossíntese, em alimento para a toda a planta. Por sua vez, folhas, frutos, madeira e raízes servirão de alimento para diversos seres vivos.

Árvores Como Plantar

Os animais por sua vez, irão defecar o que comeram, e as folhas e frutos que não serviram de alimento caem no solo.

Folhas, frutos e fezes de volta ao solo, e todo o ciclo recomeça.

A camada de folhas que se formam a baixo das árvores, servem de berço para as sementes, e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos:

Em rios

A erosão leva terra e areia para o leito (fundo) do rio, fazendo com que o rio fique mais raso, com menor capacidade de guardar água, causando a falta de água nos meses de pouca chuva, além da morte dos peixes.

Para o Solo

A erosão leva embora as sementes que poderiam germinar e recompor a vegetação natural. Ou seja, solo desprotegido tende a continuar desprotegido.

Para os animais

A erosão pode levar embora ninhos de animais que os fazem no chão, e tampar os de diversos outros animais, matando os filhotes que estão dentro. Além do mais, sem vegetação e frutos para alimenta-los, eles vão embora ou morrem de fome.

Para os lençóis freáticos

Os solos sem vegetação, por não terem raízes e minhocas para deixa-lo fofo, não tem uma boa absorção de água. Além do mais, como não há barreiras para a água, ela vai embora rapidamente, não dando tempo para a água da chuva penetrar no solo.

Com isso os lençóis freáticos secam, acabando assim com muitos rios e conseqüentemente com nossa água potável.

A copa das árvores também protege o solo da chuva direta, sem contar que suas raízes seguram firmemente o solo. As raízes de árvores que estão nas beira de rios, aparecem as vezes dentro do rio, parecendo cílios.

Essas raízes além evitarem a erosão, servem de casa para muitos animais. Por causa destes cílios, a mata próxima aos rios é conhecida pelo nome de Mata Ciliar.

Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva.

Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar! Além do mais, este vapor ajuda a equilibrar o clima da região. Isso é facilmente percebido em parques e floretas que tem seu clima mais fresco.

Outro ponto que podemos notar até mesmo em parques no meio de grandes cidades, é o silêncio! As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).

Se ainda assim, você ainda não se convenceu de que deve plantar árvores espere para saber mais...

Árvores Como Plantar

Sombra: ah que delícia uma boa sombra ! Não é ? Bem, se levarmos em conta a devastação e a não preocupação do reflorestamento, pode se preparar para sair de casa de guarda sol, pois a previsão é de que em 2030 nossas matas vão acabar !

Madeira

Se você não tem nada de madeira na sua casa pode enviar seu nome para colocarmos no livro dos recordes. O mercado madereiro é um dos que mais cresce no Brasil. Muitas empresas são clandestinas, e pouca gente se preocupou em saber se a madeira que está comprando é autorizada ou não. Se você usa madeira, por que não ajudar plantando ?

Papel

Não sei se você sabe, mas não há no mundo país que tenha um substituto para o papel vindo da madeira de árvores, sendo produzido em larga escala ! Preocupante ? Então imagine quantas árvores você já usou e vai usar só com papel !

Oxigênio

Você respira ? Bem, pode não conseguir mais daqui alguns anos. A poluição gerada pelas grande cidades estão desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo ! E uma novidade: Estudiosos afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio. E que florestas jovens, para poder crescer, liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio !

Frutas

Quem não gosta de uma boa fruta ? Mas não pense que elas são produzidas em laboratório. Elas chegam à sua mesa, pois árvores às produziram. E se você fizer as contas deve ter gasto com frutas o bastante para ter mais de 100 pés de cada fruta que você gosta. Mesmo porque o gasto em se ter uma árvore é quase zero.

Fauna

Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã ! Pois então ! Plante uma árvore perto de sua casa e ouça o resultado! Se você estiver em zona rural, ou próximo à alguma floresta, ainda poderá receber a visita de diversos animais da fauna brasileira.

Fonte: www.arvoresbrasil.com.br

ÁRVORES PORQUE PLANTAR

PLANTE ÁRVORES

O ar é indispensável à nossa vida. Além do Oxigênio (O²) que respiramos, outros gases colaboram para a vida na Terra, pois equilibram a composição atmosférica e a temperatura do planeta.

A maior parte das atividades humanas gera resíduos que são liberados na atmosfera e geram desequilíbrio, sendo o mais frequente o CO², chamado Dióxido de Carbono.

Nos últimos 60 anos, houve um aumento nas emissões de CO², principalmente pelas indústrias e pelas queimadas.

Reduzir as concentrações destes gases e contribuir para a redução dos impactos do aquecimento global é tarefa que exige um esforço organizado entre os governos, empresas e indivíduos na busca por soluções, como a atualizaçãode tecnologias que poluam menos e de maior responsabilidade ambiental.

Árvores Como Plantar

POR QUE PLANTAR ÁRVORES?

As árvores são capazes de limpar o ar porque tiram o CO² e liberam Oxigênio para a atmosfera;
Uma árvore pode reciclar por suas folhas até 60 litros de água por dia.

O vapor produzido se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumula em nuvens, cai em forma de chuva.

Neste processo, as árvores ajudam na retirada de poluentes do ar;

A recilcagem da água pelas árvores ajuda a equilibrar o clima de uma região e isso é facilmente percebido em parques e florestas que tem seu clima mais fresco;

As árvores formam uma espécie de barreira sonora que impede a propagação dos resíduos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas por proporcionarem ambientes mais silenciosos e aconchegantes;

As árvores nos proporcionam a sombra, locais para descansar e fugir dos raios solares, cada vez mais nocivos para a pele dos seres humanos;

Fornecem-nos a madeira, que somente deve ser extraída de árvores com manejo adequado ou com a contrapartida do reflorestamento;

Os frutos extraídos das árvores são importantes alimentos e indispensáveis para a manutenção da saúde;

O carbono que lançamos no ar por meio das nossas atividades diárias, é o causador do aumento do efeito estufa e pode ser neutralizado ou compensado com o plantio de árvores, que irão retirar do ar a quantidade que necessitam de CO², diminuindo o impacto negativo que causamos ao meio ambiente.

TENHA CONSCIÊNCIA!

Você pode NÃO conseguir mais respirar daqui a alguns anos. A poluição gerada pelas grandes cidades está desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo!

Quanto maior for a quantidade de árvores, maior será o equilíbrio ambiental da sua região, do país e do mundo.

Fonte: piracicabana.com.br
Já pensou nisto, então mude, recicle sua atitude!!!
logo logo postarei a foto da minha!!!

Da Entrega - O Teatro Mágico

Apoderar-se de si
Recombinando atos
Não sou quem estou aqui
Sou um instante passo
Cada um, cada qual
Resgatar o júbilo
Existir, ser plural
Repartir o acúmulo

Apoderar-se de si
Remediando passos
Convergir no olhar
Nosso brio e fúria
Conceber, conservar Aguerrida entrega
Nesse nosso desbravar
Emanemo-nos amor
Até quando suceder
De silenciar
O que nos trouxe até aqui

O que nos trouxe até aqui
Nada melhor virá Nada melhor virá

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reflexão Matinal


Hoje, acordei e por um instante permaneci deitado, refletindo sobre EU mesmo, as vezes me pego com pensamentos voltados a pessoas alheias, e quando paro um pouco para encontrar comigo mesmo, é um pouco assustador, e como o sol vai raiando a luz vai clareando os pensamentos, como uma mão que se estende para te dar forças, levantar e correr atrás do seu lugar ao sol, engraçado é quando esta mão que se estende é a sua própria mão. É o alto-controle que se revela, limpando seus olhos de remelas que cegam a alma, o ânimo e a força de vontade e coragem.
Chega-se a hora em que temos que deixar de nos refletir nos outros e nos tornarmos mais auto-confiantes e quem sabe, tornar um exemplo para nós mesmo.
E nesse momento, é uns dos mais importantes pra mim, uns dos que se tem tirar proveito ao máximo, pois é um momento de reciclagem, momento de mudança interior.

Aprendam a dar valor há esses momentos de reciclagem, mudem a cada chance que tiverem, e uma sensação de "nascer de novo" literalmente nascerá em seu ser.

Charles Heitor

“O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando “você muda”. Mayra Patrycya Face: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000879318431


Sonho de uma Flauta
O Teatro Mágico

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Hum e o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareco meu pai
Nem pareco com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito...


sábado, 30 de julho de 2011

Complexo de SUPERIORIDADE - Um mal comum entre as pessoas.

A pessoa portadora de um Complexo de Superioridade está tentando compensar sensações de inferioridade que lhe são inerentes. Este termo foi criado pelo psicólogo Alfred Adler, discípulo de Freud, que posteriormente rompe com o mestre, e idealizador da Psicologia Individual. O sujeito que desenvolve este sentimento vê nos outros, julgados por ele como seus subordinados, traços de inferioridade que na verdade pertencem a ele, ou seja, trata-se de um jogo de projeções. Assim, ele tende a marginalizá-los, da mesma forma como também se sente excluído, atribuindo-lhes as mesmas características que lhe são imputadas por outrem. É muito comum estes indivíduos serem vistos como arrogantes e pretensiosos.

O ser com Complexo de Superioridade não consegue equilibrar em seu íntimo seu potencial e seus limites, considerando-se alguém com valia e aptidão superestimadas. Suas perspectivas sobre si mesmo são extremamente elevadas e ele acredita ter um poder de realização muito maior do que realmente possui. Normalmente ele apresenta uma vaidade incomum, que se reflete na sua própria maneira de se vestir, nas suas ações e atitudes, até mesmo no modo de falar, algumas vezes exagerado e presunçoso. Tentando parecer melhor que todos, o sujeito se revela intolerante, sempre contradizendo o ponto de vista alheio e se esforçando para dominar os que ele julga lhe serem inferiores.

Sentindo-se essencialmente inferior, a pessoa tenta parecer superior mais para si mesma do que para os outros. Embora aparente superioridade, ela teme ser socialmente desprezada, sente-se insegura, tem uma baixa auto-estima, mesmo que todos esses sentimentos estejam ocultos no seu inconsciente, mas nem por isso menos intoleráveis para sua mente. É neste momento que o homem cria as famosas máscaras, tão presentes na rotina da nossa sociedade, para que se pareça melhor que os outros. Muitas vezes isolado do convívio social por alguma razão ou mergulhado em devaneios, o indivíduo pode recorrer a este Complexo como uma forma de sobreviver perante sua inadaptação à sociedade.

Assim, é inevitável – complexos de superioridade e inferioridade estão sempre muito próximos e podem tranqüilamente coexistir no mesmo sujeito, por toda a sua existência. Mas como identificar os que trazem em si estes complexos? Às vezes a forma agressiva e presunçosa da pessoa se comportar já indica a presença destes distúrbios, mas em outros casos a presença dos sinais mais freqüentes é tão sutil, que só em momentos extremos de estresse ou ansiedade ela irá revelar explicitamente a presença destes sintomas. Diante do olhar social estas pessoas são, em alguns casos, caridosas, voluntárias em trabalhos beneméritos, preocupadas com o bem do próximo e da comunidade, mas simultaneamente ocultam no seu âmago o sentimento de serem melhores e mais nobres que as outras.

No momento em que as personas desmoronam, o homem revela-se como realmente é, muitas vezes cobrando por suas ações de generosidade, desvalorizando o esforço de outrem. A pressão das suscetibilidades e melindres é muito forte, assim como é difícil conviver com as críticas, aprender a aceitá-las, digeri-las, e utilizá-las a nosso favor. Muitas vezes o Complexo de Superioridade é ativado como um mecanismo de defesa, diante de qualquer ameaça ao nosso Ego. Lutar contra um sentimento inconsciente, que não conseguimos olhar de frente, o qual rejeitamos mesmo quando temos um vislumbre dele, é uma tarefa que exige muita firmeza e determinação. É necessário muito domínio de si mesmo para viver com os traços de personalidade opostos em perfeita harmonia e ir além, valorizando os atos dos que nos cercam, seja qual for o contexto.

Fontes: http://www.infoescola.com/psicologia/complexo-de-superioridade/ & http://www.mariuzapregnolato.com.br/?cont=faq_sobre_o_complexo_de_superioridade


Refúgio Humano por Júlio César "LIM" Nunes


O Tempo passa e primitivos ingênuos instintivos poetas de domingo.
Não importa seu nome...
Descendentes de homens das cavernas que talhava na rocha a silhueta da companheira.
Herdeiros do artesão medieval que oferecia um trabalhoso ex voto a seu santo predileto,
sempre existiram e sempre existirão, enquanto existir o mundo, enquanto existir homens
e sonhos nos corações dos homens.
Desde todos os tempos e para todos os tempos.
E agora na angustia torturada do mundo moderno, nos nossos dias tumultuosos cheio de angustias,
duvida, ancia e temor, na mecanização crescente da atividade humana, na uniformização coletiva que tende a dominar um universo,
onde por outro lado o intelectualismo substitui a inteligencia e o cerebro eletronico mata a imaginação.
Nós, os primitivos, os ingenuos, somos não uma fuga, más um refugio...
No entanto o mundo poderá ser salvo,se o homem desfizer a distancia que o separa da sua infancia.


Julio C. Nunes (LIM)

Camarada D'água O.T.M


Camarada D'água
O Teatro Mágico

Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou!

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for... e não for

"Você é riacho e acho que teu rio vai pra longe do meu mar...
mar marvado seria o rio
que correndo do meu riacho... levaria ao que acho
pra onde ninguém pode achar..."

Como pode um peixe vivo
Viver fora d'água fria
Como pode um peixe vivo
Viver fora d'água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, Sem a tua, sem a tua
Companhia?
Sem a tua, Sem a tua, sem a tua
Companhia?